Além disso, também nada bem e trepa sem dificuldades. Os olhos, posicionados lateralmente, possibilitam um campo de visão de quase 360º. Um excelente sentido do olfacto e umas orelhas compridas que possibilitam uma boa audição, permitem a localização a grande distância. Estas características, aliadas à sua velocidade, permitem-lhe escapar aos seus predadores com alguma facilidade. Além disso, quando se alimenta passa quase despercebida, já que baixa as orelhas horizontalmente sobre o dorso e se mantém agachada junto ao solo. Assim, a sua principal causa de declínio prende-se com a caça, já que é uma espécie cinegética muito apreciada, e com a actividade agrícola (utilização de máquinas, que destroem as tocas, e herbicidas). Sendo uma espécie herbívora, a base da sua alimentação é constituída por ervas e colheitas agrícolas. É um animal solitário que habita quer em bosques protegidos quer em terrenos abertos, com vegetação adequada. Normalmente tem uma a três ninhadas por ano; o período de gestação é de 42 a 44 dias e a ninhada é constituída por uma ou duas crias (raramente três),com cerca de 100g de peso, que, ao contrário dos coelhos, nascem já de olhos abertos e com pêlo, sendo amamentadas até às três semanas. Alcançam o peso de adulto aproximadamente aos 150 dias. O macho atinge a maturidade sexual aos seis meses e a fêmea aos 7/8 meses. Vive um máximo de 9 anos.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Lebre - Lepus capensis
Além disso, também nada bem e trepa sem dificuldades. Os olhos, posicionados lateralmente, possibilitam um campo de visão de quase 360º. Um excelente sentido do olfacto e umas orelhas compridas que possibilitam uma boa audição, permitem a localização a grande distância. Estas características, aliadas à sua velocidade, permitem-lhe escapar aos seus predadores com alguma facilidade. Além disso, quando se alimenta passa quase despercebida, já que baixa as orelhas horizontalmente sobre o dorso e se mantém agachada junto ao solo. Assim, a sua principal causa de declínio prende-se com a caça, já que é uma espécie cinegética muito apreciada, e com a actividade agrícola (utilização de máquinas, que destroem as tocas, e herbicidas). Sendo uma espécie herbívora, a base da sua alimentação é constituída por ervas e colheitas agrícolas. É um animal solitário que habita quer em bosques protegidos quer em terrenos abertos, com vegetação adequada. Normalmente tem uma a três ninhadas por ano; o período de gestação é de 42 a 44 dias e a ninhada é constituída por uma ou duas crias (raramente três),com cerca de 100g de peso, que, ao contrário dos coelhos, nascem já de olhos abertos e com pêlo, sendo amamentadas até às três semanas. Alcançam o peso de adulto aproximadamente aos 150 dias. O macho atinge a maturidade sexual aos seis meses e a fêmea aos 7/8 meses. Vive um máximo de 9 anos.
Faisão - Phasianus colchichus
ORIGEM E DISTRIBUIÇÃO
Originário da Ásia, o Faisão Comum (Phasianus colchicus) foi trazido para a Europa pelos Gregos na antiguidade. Actualmente podemos encontra-lo na Europa, América do Norte e Nova Zelândia gerando uma fonte de riqueza nos países onde é explorado de forma racional.
MORFOLOGIA E BIOLOGIA DA ESPÉCIE
Esta é uma espécie com um marcado dimorfismo sexual. O macho é vivamente colorido enquanto a fêmea possui uma coloração muito mais discreta.
É uma espécie de planície e de baixa altitude, gostando de meios diversificados que comportem culturas, bosques e zonas húmidas.
Os adultos são polífagos, consumindo uma enorme variedade de plantas e pequenos animais (vermes insectos moluscos e pequenos vertebrados). Os jovens nas primeiras semanas de vida são essencialmente insectívoros.
É uma ave diurna, procura o alimento à vista, é portanto pouco activo nas horas crepusculares.
REPRODUÇÃO
O acasalamento ocorre entre um macho e uma ou duas fêmeas a partir de meados de Março. O ninho não é mais que uma cova feita pela fêmea, forrada com erva, situada numa zona de vegetação baixa e densa ou no meio desta, onde a camuflagem natural da fêmea dificulta a sua visualização pelos predadores enquanto chocam os ovos. A postura é de oito a doze ovos com um período de incubação de 23 dias. Os juvenis abandonam o ninho ao fim de poucas horas já capazes de correr rapidamente e de se esconderem entre a vegetação. Com 10 ou 12 dias já podem voar, mas mantêm-se ainda cerca de um mês sob a tutela dos pais. Em adultos são bastante relutantes para voar. A expectativa de vida é de 12 a 13 anos.
APTIDÃO A NOVOS HABITATS
- A Serra, normalmente zonas mais ou menos pedregosas, com declives acentuados e vegetação do estrato arbustivo composta principalmente por tojo, giesta, urze ou carqueja. Neste habitat, procedendo-se à sua melhoria principalmente através da recuperação de antigos terrenos de cultivo, há um forte potencial.
- A Veiga (zonas baixas) é uma zona de várzea onde predomina a agricultura convencional, os terrenos de cultivo estão intercalados por parcelas incultas e pequenos bosques de folhosas com Amieiros, Salgueiros e Carvalhos infestados de silvas. Esta distribuição das parcelas forma uma paisagem denominada de mosaico. São zonas bastante húmidas, por vezes alagadas no Inverno.
Considerando, por exemplo, estes dois tipos de habitat distintos, verificados sobretudo na região de Entre Douro e Minho, entende-se que a veiga terá melhor aptidão para o faisão. Este tem melhor poder de adaptação ao meio e defende-se melhor dos predadores e do homem por procurar como refugio o denso coberto vegetal que encontra nos bosques. Por vezes é possível vê-los empoleirar-se para passarem a noite em maior segurança a salvo das raposas e cães assilvestrados.
O faisão parece ter também maior resistência às agressões causadas pela agricultura convencional, nomeadamente pelas utilizações indiscriminadas de fitofármacos.
O faisão se for solto na Serra rapidamente procura as zonas mais baixas, as de veiga para ai se estabelecer.
Coelho-bravo - Oryctolagus cuniculus.
O Coelho-Bravo é uma das espécies cinegéticas portuguesas de maior importância e constitui, juntamente com a perdiz, a caça por excelência para o caçador português; um dos motivos para esta situação é sem dúvida na facilidade com que se reproduz e nos elevados números que as suas populações podem atingir.
Pode dizer-se que, no nosso país, o coelho se encontra distribuído por quase todo o território.
É um pequeno herbívoro (cerca de 40 cm de comprimento) de cor cinzenta com laivos amarelos acastanhados na nuca e nas patas, face anterior esbranquiçada; as orelhas são relativamente curtas (menores que o comprimento da cabeça). Corre em apertados ziguezagues.
HABITAT E ALIMENTAÇÃO
Vive em zonas em que o mato é abundante, preferindo os terrenos secos e arenosos, mais fáceis para a construção das tocas.
A alimentação é constituída essencialmente por plantas herbáceas, raízes, caules e mesmo cascas suculentas de algumas árvores.
COMPORTAMENTO E REPRODUÇÃO
São animais da hábitos nocturnos e crepusculares, embora sejam vistos muitas vezes durante o dia. Vivem em colónias, em galerias extensas e muito ramificadas.
A fêmea; quando prenhe, escava uma toca especial, uma galeria simples e profunda situada perto da colónia, com uma única abertura e forrada com pêlo que arranca do seu próprio abdómen. Depois do nascimento dos filhos (láparos), a fêmea sempre que se ausenta da toca tapa a abertura com terra para os machos não entrarem. Três semanas após o nascimento, muda os filhos para a toca normal.
Pode considerar-se que o coelho se reproduz durante quase todo o ano, embora exista uma época bem marcada em que a reprodução é mais intensa de Março até Maio.
O período de gestação é de 28 a 30 dias e, em média, cada fêmea tem 3 a 5 ninhadas por ano, produzindo em geral por ninhada 2 a 7 láparos, cegos, surdos, e sem pêlo, pesando cerca de 60g (valor que duplica ao fim de 2 dias). O aparelho auditivo está completamente desenvolvido aos 8 dias e abrem os olhos aos 10 dias.
Com 6 meses de vida os coelhos são adultos estando aptos a reproduzirem-se.
É uma espécie que tem grande longevidade, podendo viver até aos 10 anos.
Codorniz - Coturnix coturnix.
CARACTERES IDENTIFICATIVOS
A codorniz é uma das espécies cinegéticas preferidas dos caçadores portugueses. É uma ave solitária, pequena (17/18 cm) e de voo rápido, sendo mais fácil ouvi-la do que vê-la. Caminhando pelo campo pode acontecer levantar voo aos nossos pés, pois apenas abandona a camuflagem do solo quando é quase pisada. Tem uma coroa preta e branca, o abdómen branco e o resto do corpo com tonalidades castanhas com riscas claras.
É o mais pequeno galináceo europeu, o único com hábitos migratórios e pode ser brevemente descrito como "um perdigoto de algumas semanas".
A cor geral de ambos os sexos é a parda, com o dorso e flancos listados. O macho apresenta a garganta com riscas negras, enquanto que a fêmea a tem amarelada, sem riscas e apresenta o peito muito manchado.
É uma ave de observação difícil, levanta com bastante dificuldade, num voo curto e baixo. O contacto auditivo é o mais vulgar, sendo o seu canto bastante característico e invulgarmente forte.
DISTRIBUIÇÃO
A codorniz é uma migradora parcial. O seu ciclo migratório é bastante complexo. Além de longos, médios e curtos migradores, há também indivíduos sub-sedentários.
Em Portugal, a chegada das primeiras vagas migratórias ocorre a partir de Março com um máximo em Abril/Maio, sendo que as vagas migratórias de Outono se iniciam em Agosto, sucedendo-se até Dezembro, com uma quebra em Novembro.
HABITAT E ALIMENTAÇÃO
Paisagens abertas, planas ou ligeiramente onduladas, dando preferência a espaços com coberto vegetal complexo, geralmente inferior a 1 m de altura. O habitat original seria do tipo estepário, mas adaptou-se bem aos grandes espaços agrícolas e suas culturas.
A codorniz alimenta-se de sementes, invertebrados e plantas verdes. A sua proporção no regime alimentar varia com o estado de desenvolvimento e ciclo anual desta espécie. Os jovens recém-nascidos são predominantemente insectívoros. Depois de quatro semanas de vida, a dieta é idêntica à dos adultos e fundamentalmente granívora. Durante a fase de reprodução, o consumo de invertebrados, em especial por parte das fêmeas, aumenta consideravelmente.
COMPORTAMENTO E REPRODUÇÃO
A codorniz nidifica em áreas tradicionais de reprodução (2 a 10 ha). O ninho é construído com vegetação adventícia, geralmente na margem ou próximo de parcelas agrícolas. Faz o ninho numa cavidade do solo, entre Abril e Maio, onde põe entre 7 e 12 ovos cor creme com manchas castanhas, que são incubados pela fêmea durante 23/25 dias, com uma taxa de eclosão de cerca de 97%, sendo a taxa de sobrevivência aos 2 meses de 40%. É de esperar duas posturas por ano. Em Portugal, o período reprodutivo é longo, sucedendo o pico de reprodução entre Junho e Agosto.
ORDENAMENTO DA ESPÉCIE
A codorniz é uma espécie cinegética muito apreciada, existindo caçadores verdadeiramente especializados na sua caça. Algumas práticas agrícolas, pastorícia, tratamentos fito-sanitários e técnicas de cultivo condicionam a utilização do habitat e influenciam negativamente a distribuição das populações. Para minimizar estes impactos:
Favoreça a diversidade do habitat tipo, implantando pequenas parcelas com culturas forrageiras destinadas à fauna ou pequenas áreas sem mecanização agrícola.
Use de cuidados especiais nas ceifas das colheitas, sendo preferível ceifar de dentro para fora ou realizá-la por faixas. É aconselhável a colocação de dispositivos na frente de tractores ou de ceifeiras mecânicas que afugentem os animais escondidos nas searas; se possível realize os cortes a mais de 30
cm de altura.
Não abuse dos pesticidas e herbicidas, sendo aconselhável a utilização de produtos com baixa toxicidade para a fauna selvagem e deixe uma faixa exterior sem tratamento.
O tratamento dos terrenos marginais deve ser evitado.
Utilize menores densidades de sementes nas margens das parcelas a cultivar.
É desaconselhável realizar a queima dos restolhos. Caso o faça é preferível realizá-la por faixas e não em círculos a fim de possibilitar a fuga de animais.
Evite que os cães e os gatos vagueiem pelos campos.
Lembre-se que não pode utilizar para fins cinegéticos ou de repovoamento exemplares da codorniz japonesa ou híbridos desta. O efeito negativo destes sobre as populações autóctones é amplamente reconhecido
A CODORNIZ PERANTE A LEI
PERÍODO
O período venatório prolonga-se de Setembro a Dezembro.
PROCESSOS DE CAÇA
Os processos de caça autorizados para a codorniz são: de salto e de cetraria.
LOCAIS E OUTROS CONDICIONALISMOS
Em terrenos cinegéticos não ordenados, a caça à codorniz no mês de Setembro só é permitida nos locais e nas condições definidos por edital.
CALENDÁRIO VENATÓRIO
Por factores de ordem biológica, dentro dos limites referidos, é estabelecido por portaria, para cada época venatória:
• A data de início e fim do período venatório;
• Os processos de caça;
• Os limites diários de abate.
ZONAS DE CAÇA
Nas zonas de caça, para além das limitações gerais estabelecidas por lei, a caça a esta
espécie está sujeita a normas especiais de acordo com os respectivos planos de gestão,
de ordenamento e de exploração.
Legislação armas
REGIME JURÍDICO DAS ARMAS E MUNIÇÕES
Lei n.º 5/2006, de 23 de Fevereiro
Aprova o novo regime jurídico das armas e suas munições
Lei n.º 5/2006, de 23 de Fevereiro
Aprova o novo regime jurídico das armas e suas munições
Legislação caça
Portaria n.º 133/2011, de 04 de Abril
Aprova o Regulamento para o Funcionamento das Zonas de Caça Municipais, revogando a Portaria n.º 545/2008, de 27 de Junho
Aprova o Regulamento para o Funcionamento das Zonas de Caça Municipais, revogando a Portaria n.º 545/2008, de 27 de Junho
Legislação caça
Portaria 1119/2008, de 3 de Outubro
São criadas áreas de refúgio de caça, em todos os terrenos que integravam ZCM.
São criadas áreas de refúgio de caça, em todos os terrenos que integravam ZCM.
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